Às Ruas!!


Por Márcio Caniello, presidente do PT/CG

A perseguição midiático-judicial patrocinada pelas elites reacionárias, conservadoras e anti-povo contra Lula e as garantias constitucionais avança mais um passo no dia 24 de janeiro. Depois de um juiz inquisitorial de primeira instância cercear sua defesa de todas as formas e condená-lo sem uma mísera prova, Lula terá o seu recurso julgado em tempo recorde pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, cujo presidente já se arrogou a opinar, fora dos autos e a quatro ventos, pela improcedência. Enquanto isso, o relator do processo no TRF-4 - rápido como uma lebre de fábula - levou exatos 100 dias para analisar as 250 mil páginas do processo e dar o seu parecer, enquanto o revisor - um prodígio sem rivais na leitura dinâmica - levou apenas seis dias para apreciar tudo e proferir o seu voto. Um fenômeno!

Todos nós defendemos um Judiciário célere e eficiente, mas a rapidez nesse caso é uma exceção que comprova duas regras. A primeira, é que a Justiça brasileira é lenta e ineficiente. Isso é proverbial, todo mundo sabe, até os pombos da praça da Bandeira. Aliás, a “insuspeita” Revista Exame, afirma: “de 2009 a 2016, o número de processos sem sentença, conhecido como de taxa de congestionamento, cresceu mais de 30% e chegou a 73% em 2016. Isso significa que apenas 27% de todos os processos que tramitaram nesse período foram solucionados, acumulando quase 80 milhões de casos pendentes. Temos o 30º Judiciário mais lento entre 133 países, segundo o Banco Mundial” (leia aqui). Ora, isso vem de longe, pois como escreveu o genial autor de Diálogos das Grandezas do Brasil, livro publicado em 1618, a Justiça no Brasil “custa muito enfadamento, tempo e despesa”.

A segunda regra confirmada pelo açodamento dos desembargadores do TRF-4 é que o julgamento de Lula é político, uma verdadeira fraude urdida para completar o golpe perpetrado contra a vontade do povo, a democracia e o PT, ia farsa do impeachment sem crime da presidenta Dilma Rousseff. O objetivo do julgamento rápido do recurso da defesa do ex-presidente da República não é fazer justiça com celeridade, mas tirar Lula da eleição de 2018. O próprio Judiciário nos dá a confirmação cabal disso: como andam os inúmeros processos recheados de provas contra políticos corruptos do PSDB, PMDB e quejandos? Quando não estão engavetados, tramitam a passos de tartaruga, a caminho da prescrição. Enquanto isso, o processo sem provas contra Lula viaja como um foguete pelos escaninhos da burocracia judiciária brasileira, uma das mais lentas do mundo.

Portanto, precisamos unificar nossos esforços e mobilizar a sociedade em defesa da democracia e do direito de Lula ser candidato nas eleições de 2018. Ir às ruas para denunciar e resistir contra mais esse golpe contra a vontade do povo e as garantias constitucionais. Essa não é uma agenda apenas do PT e do campo de esquerda no Brasil, mas de todo cidadão e cidadã que defende a democracia, a constituição e a justiça.

Mobilize seus amigos e participe do ATO PÚBLICO EM DEFESA DA DEMOCRACIA E DO DIREITO DE LULA SER CANDIDATO, com a presença do Senador Lindbergh Farias, no próximo sábado, 13/01/2017, às 9 horas da manhã na Praça da Bandeira.

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